Thursday, July 27, 2006

O QUE É QUE SE PASSA NA "CASA DE S. AMARO" EM LAGOS?

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O QUE É QUE SE PASSA NA "CASA DE S. AMARO" EM LAGOS?

A Casa de S. Amaro é uma instituição de honorabilidade indefectível. Pelo menos a julgar pela opinião dos mais altos responsáveis políticos e institucionais locais e regionais.

Mas parece que não é bem assim. Pelo menos a julgar pela opinião de alguns antigos e actuais funcionários honestos e que não têm medo das represálias que a direcção daquela Instituição possa exercer sobre si. E é a opinião da totalidade dos utentes.

Algumas das situações que alegadamente se passam naquela Casa, chegaram ao meu conhecimento, e não podendo, por um dever de cidadania, calá-las venho junto da imprensa e dos órgãos competentes a quem esta notícia chegar, para que haja uma investigação séria e consequente, pois parece já ter havido várias inspecções, uma delas em 2000 e outra em 2004, com outras pelo meio.
Foram detectadas irregularidades, quer no tratamento dado aos utentes, quer no funcionamento, na qualificação e remuneração dos funcionários, e nada foi alterado. Existem dois processos em tribunal, de denúncias feitas por ex-funcionários, que passaram a ex precisamente por se terem oposto ao que ali se passava.

As instituições políticas, Câmara e Junta de Freguesia, as instituições de carácter social como a ARS de Faro, parece também nada quererem saber, ou antes, o conluio entre eles é de tal ordem que nada consegue transpirar para fora da Instituição ou quando o consegue é de imediato abafado. Como exemplo há o caso de uma denúncia enviada à ARS de Faro que não teve qualquer seguimento da parte de ninguém. E os alegados casos relatados são de tal forma graves que incluem coisas como: Há um total desrespeito pelos utentes, o que inclui maus-tratos verbais, psíquicos e físicos com agressões ao soco e pontapé, tendo inclusive sido partida uma perna a um dos utentes.

Reclamações ou queixas à Direcção porque alguma das funcionárias os maltratou, acabam sendo penalizados por esta mesma Direcção ( CASLAS), sendo ameaçados de serem enviados para casa, onde não terão a mínima qualidade de vida, dado os tipos de deficiência física, e dependência daí advindas. A correspondência dos utentes é violada. Os utentes são colocados de castigo. Castigos esses, em que lhes são retiradas as cadeiras com que se deslocam (cortam-lhes as pernas), sendo este procedimento muito grave, ficando na cama, muitas vezes sem alimentação, sem higiene e até com fraldas por mudar. A alimentação é precária, existe uma ementa em que figuram dois pratos, um prato principal e um prato de dieta, mas na prática só um aparece. Diariamente, há falta de toalhas e de lençóis, apesar de na lavandaria existirem em stock, e por estrear. A limpeza dos quartos é precária. Os caixotes do lixo, passam meses e meses sem serem lavados. Os sacos do lixo só são retirados quando estão a abarrotar, sendo frequente permanecerem dois dias com restos de fruta a fermentar. Para que as cozinheiras saiam mais cedo, alteraram o horário das refeições de uma forma completamente desajustada.

O almoço é entre as 12.00H e as 14.00H, mas o lanche que era entre as 16h.00H e as 17.30H, foi passado para as 15.30H (uma altura em que as pessoas ainda se encontram a fazer a digestão), e o jantar para as 18.30H… para que as cozinheiras saiam mais cedo. Depois que lá esteve a última inspecção, tornaram a alterar o horário das refeições, de forma que o almoço passou para as 12.30H, o lanche para as 16.30H, o jantar para as 19.30H e a ceia, entre as 22.00H. Mas, com apenas 15mn de tolerância, quem chegar 1minuto que seja depois dos 15 minutos já não come.

Existe um enfermeiro a fazer quatro horas por dia (entra às 10h00, sai às 11) e que apenas tem como função preparar a medicação, auferindo para esse efeito, um vencimento de 1.200€ aproximadamente. Se for necessário fazer pensos, dar uma injecção, ou qualquer outro tipo de tratamento, os utentes têm que se deslocar ao Centro de Saúde, quer chova quer faça sol, situação que parece poder ser perfeitamente comprovada pelos profissionais daquela unidade de saúde.

Os utentes dizem que estão contra, mas nada podem fazer, não podem reclamar porque são penalizados. O grito de desespero que me foi lançado por alguns destes utentes, quero lançá-lo aqui também, para que se verifique a veracidade destas afirmações, que me pareceram sinceras, doídas e muitos sofridas. Que se forme uma comissão (há tantas, por tudo e por nada), que seja independente dos poderes políticos e assistenciais, que elabore um questionário de resposta anónima a todos os funcionários e utentes da "Casa de S.Amaro", e das conclusões sejam retiradas as devidas ilações. Se a Direcção tem responsabilidades numa situação deste tipo deve ser afastada, nomeada uma outra que dê o máximo de garantias que os utentes serão tratados com dignidade e com a sensibilidade devida. Aos utentes resta-lhes continuar a lutar para que sejam ouvidos dentro e fora da Instituição, pois a gestão da própria Casa deve passar também por si como homens válidos, apesar das suas particularidades. Aos órgãos da Comunicação Social a quem lanço este apelo, cabe uma investigação jornalística séria e, para já a publicação desta modesta denúncia, feita de forma atabalhoada e pouco elaborada, porque o assunto me parece urgente e pungente.

p.s. os roubos e os maus tratos aos utentes continuam

envia cópia desta mensagem para toda a tua lista de contactos e para todos os endereços abaixo, tratam-se de contactos oficiais:

mailpgr@pgr.pt Maria-Jose.SilvaSantos@ar.parlamento.pt
mlviegas@ar.parlamento.pt manuela.matos@ar.parlamento.pt
parlamento.jovens@ar.parlamento.pt apav.sede@apav.pt ispjcc@pj.pt
dciccef@pj.pt